Os suicidas não queriam morrer!

“Quem quer se matar não fica falando nisso, vai e se mata.” Não!
Ninguém quer se matar, assim como ninguém quer ser doente. É contra as leis da natureza, vai de encontro ao instinto de autopreservação.
Quando alguém sente desejo de morte não é de sua própria morte, é da morte da dor que ele sente.
E a dor da ferida invisível e imensurável é tão alucinante que até ateus a sentem na alma, latejando.
Onde há dores lancinantes há gritos apavorados. Onde há dor intermitente e incompreensão latente, há gritos sussurados.
Repetir que não quer mais existir, que todos ficariam melhor sem ele, que não aguenta mais, que gostaria de sumir ou de dormir e não acordar, de morrer; é sussurrar para o mundo a inexplicável dor pela qual está passando.
Não são palavras de quem quer simplesmente chamar a atenção. São de quem precisa de atenção porque está sofrendo e tantas vezes vê sua dor incompreendida e banalizada.
São palavras diferentes mas que têm um só significado: socorro! E onde há omissão de socorro há crime ou no mínimo ignorância, para não dizer desumanidade.

2 Comments

  1. Neide Ferreira do Carmo

    Renata,
    Suas palavras me levaram a um universo totalmente desconhecido. Vou procurar me informar para poder ajudar.

    • É bom descortinar novos universos, expandindo o nosso próprio, não é Neide? Fico muito feliz por seu interesse. Qualquer dúvida, posso tentar ajudar. Espero em breve receber sua visita aqui novamente. Beijo grande, Renata.

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