Festa da Família na Escola de Ravi!

Escola é lugar de pluralidade!

Escola é lugar de pluralidade!

Obaaaaaaa! Tem FESTA DA FAMÍLIA na escola de Ravi!

Ravi nasceu em uma família formada por outras duas que tinham se separado. A mãe tinha mais dois filhos, Gui e Malu, do primeiro casamento.
Só que aconteceu do pai de Ravi, Eduardo, ir embora para outra família quando ele era ainda um bebê. Ficaram em casa a mamãe e os três filhos. Mas mesmo morando em casas separadas Eduardo ainda era o pai de Ravi. E o que parecia ser muito triste foi triste só um pouquinho, porque isto mudou a vida de Ravi e o ajudou a aprender muita coisa boa!
O padrinho de Ravi, César, era casado com outro rapaz, Caio, e eles amavam muito, muito, aquele bebê! Desde o nascimento participavam da vida de Ravi toda semana, ajudando e acompanhando tudo, e o bebê que agora morava com a mamãe e os irmãos, Gui e Malu, ganhou outros dois pais: papai César e painho Caio, que moravam no apartamento deles, lá pertinho!
Foi assim, com a mamãe e os papais, que Ravi teve tudo o que precisava: roupas, médico, brinquedos, passeios, escola e amor! Ele foi crescendo e aos três aninhos já passava fim de semana no apartamento dos papais, o que ele adorava! Quando estavam longe ele sentia saudades de papai e de painho.
Na escolinha descobriu que tinha muitas outras famílias diferentes. Tinha família só com a mamãe e irmãos; tinha família só com o papai, sem uma mamãe. Tinha família de dois papais; ou ao contrário, de duas mamães. E tinha até família com irmãos, mas nenhuma mamãe e nenhum papai, só com vovô ou vovó cuidando deles.
Por isso na escola de Ravi não existe Dia das Mães nem Dia dos Pais. Para ninguém ficar triste, todo mundo comemora as diferentes famílias com uma festa só, bem grande, com lembrancinhas para quem cuida das crianças em casa: pai, mãe, vó, vô, padrinho ou até tios e irmãos adultos. É a Festa do Dia da Família! Uma festa em que mesmo as famílias separadas participam, dando o exemplo de que ninguém deve brigar, pela alegria daquelas crianças!
Ravi se divertia para valer na festa, só ia embora já dormindo, e nunca perguntou por que tinha dois pais e os coleguinhas só um, ou nenhum. Foi crescendo e entendeu que os seus papais eram casados e a mamãe não. Para Ravi não importava que tivesse pais diferentes, importava como ele era cuidado e amado.
Ele sempre viu muitos coleguinhas com famílias diferentes, alguns têm pai e mãe que moram em casas separadas, e aprendeu que isso não importa. O que importa é ter respeito na família, mesmo ela sendo diferente de todas.
Ravi descobriu que podemos gostar de todo mundo que cuida da gente: mamães, mamãe e papai, ou papais, vovós, titios e titias, irmãos e irmãs… Ele entendeu que o amor não se preocupa com nome, cor da pessoa, se ela é feia, se tem que viajar e ficar longe, que tipo de roupa usa, se fala ou não com Jesus, se é gorda, velhinha, se é homem ou mulher. O amor só se preocupa com uma coisa: é gente? É, então tem que ser respeitada!
E cresceu vendo um mundo inteiro, não só na escola, colorido, cheio de diferenças e pessoas para amar e respeitar. Cresceu bem juntinho com papai César, painho Caio, mamãe e os irmãos, Gui e Malu, além de todos que queriam ficar perto dele e o amavam e respeitavam também.
Afinal, nós somos felizes quando ficamos perto de quem o nosso coração escolheu e de quem nos respeita, cuida e quer bem, não é? Basta isto.

2 Comments

  1. PARA ESCLARECER: Meu filho é Davi, a história é baseada em fatos reais, porém não se realizou AINDA porque na escolinha de Davi ainda não tem Festa da Família. Mas acredito que em breve todas as escolinhas perceberão que cada uma delas é um lugar de pluralidade, como todo o resto do mundo!

  2. regina Selis Acquesta Dias

    Muito bom!!! É isso mesmo. Todo tipo de familia é capaz de educar e fazer os entes felizes, desde que haja amor e respeito.

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