Os passos de vovó Marluce

Poucos dias depois de publicar aqui uma nota sobre sua recuperação no hospital, vovó nos deixa definitivamente, morrendo em casa, num sábado, dia 17 de dezembro, depois do jantar. Meu filho mais velho comemorava 18 anos. O ciclo da vida…

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Tive a sorte, nesses dias um tanto difíceis de se viver, de ter uma avó até os meus 42 anos.
Sempre muito lúcida, foi mulher, mãe, sogra, madrinha, prima, avó e bisavó companheira. Sertaneja forte, corajosa, íntegra, fã da disciplina, foi também caridosa, e isso ensinou a quem teve a grandeza de querer aprender.
Gostava de ver a família unida, era seu tesouro, então buscava sempre semear a paz, pazeava.
Partiu serena e entre os entes mais amados, como todos desejamos partir.
Teve uma vida vida plena, era uma velhinha paparicada pelos frutos que deixou.
Ficamos saudosos porém leves, por tanto carinho, respeito e amor que lhe foram dedicados em vida.
Vovó segue agora em outro plano, revendo amores de uma existência terrena longeva e bem vivida até os 96 anos. Continuando a caminhada evolutiva na esfera espiritual, agora vai aguardar, ao lado de vovô, a volta de cada um de nós.
Que possamos aprender com seu exemplo a olhar o próximo sempre com fraternidade, quando não com ternura e bondade. Sigamos seus passos com gratidão por seus exemplos.
Este o maior tesouro que ela pode levar daqui: o sentimento que deixa entre nós.

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