Vovó Auroreou!

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Há poucas semanas minha avó paterna, com 96 anos (imagem de 4 anos atrás, com Davi), foi internada com uma pneumonia. Não estávamos muito esperançosos devido ao quadro e à idade, e a primeira noite no hospital foi de pura expectativa pelo amanhecer. Foi nesse contexto que escrevi, logo cedo, passando um relatório para a família. Segue:
“96 anos em recuperação”
“Foi questão de dedicação, empenho e fé,
E depois de dias e noites igualmente obscuros, justamente nessa madrugada minha avó amanheceu!
Ainda no quarto os primeiros raios de sua própria Luz tiraram quilos mórbidos de nossas costas,
Deixaram alguns gramas de preocupação,
Outro tanto ainda de grande zelo com a matriarca,
E toneladas de esperança!
De repente, como que trocando o dia pela noite,
Ela despertou da e na escuridão com mil perguntas de quem quer ver o sol:
‘Para quê isso aqui?’ (a máscara de oxigênio deixava de fora só a testa e os olhos azuis intrigados);
‘E como é que eu vou respirar com tudo isso na minha venta?’ (a sertaneja emergia novamente);
‘O que é isso?’ (mostrando as manchas nos bracinhos surrados de tanto soro e medicação);
‘Preciso ir para o meu canto’ (nós também ansiamos por vê-la novamente em casa);
‘E com quem a gente conversa pra sair daqui?’…
Ah, vovó! Esta conversa, íntima, cada um de nós teve com Ele, e é com o aval Dele que começamos a pensar em levá-la de volta para casa.
Começamos a voltar para casa quando, ainda aqui, ouvimos sua voz nos dando “a bênção”, e quando simplesmente a vemos jantar.
Graças as Médico dos médicos por esta dádiva, e graças aos médicos da Terra por aqui serem instrumento de obra tão valiosa! Graças também a quem acreditou ser esta recuperação possível!
Gratidão, muita gratidão, por nesta madrugada vovó ter tão bem conseguido aurorear!”

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