Crise de euforia leva ex-atleta à prostituição

Esse foi o tema de matéria divulgada no site www.bbc.com que mostra como é difícil o diagnóstico de bipolaridade.
Aconteceu com a ex-atleta olímpica Suzy Favor Hamilton, americana que competiu em três olimpíadas e era a favorita para vencer a corrida dos 1,5 mil metros em Sidney, em 2000, mas fingiu uma lesão e saiu da competição. Na época estava com depressão.
Hamilton foi diagnosticada e o remédio que tomou para depressão desencadeou uma hipersexualidade. Entre o diagnóstico de depressão e o de bipolaridade se passaram 6 anos. Nesse meio tempo ela desenvolveu como atividade paralela a prostituição, em Las Vegas.
A hipersexualidade é comum durante uma crise de euforia. Nessas ocasiões também podem aparecer sintomas como compulsão por compras, por comida, impaciência, e exposição a situações de risco (eu costumava sair com o cachorro entre 2 e 3 horas da madrugada), além de se começar vários projetos ao mesmo tempo, super entusiasmada, e não terminar nenhum.
O problema é a dificuldade de se diagnosticar vários desses sintomas na pessoa que no momento apresenta a crise depressiva, e não a de euforia, que muitas vezes é confundida pelo paciente (que não relata nada ao médico) como sendo características de sua própria personalidade.
Receber um diagnóstico de depressão e só anos depois ser diagnosticada como bipolar acontece com muitos pacientes, como aconteceu com a ex-atleta e comigo também.
Por outro lado, durante a depressão e o tratamento desta pode haver a perda total da libido. É como uma castração emocional, simplesmente ficamos sem desejo nenhum, para nada, inclusive para o sexo, até os antidepressivos fazerem efeito, junto com os estabilizadores do humor, e termos nossa sexualidade equilibrada.

2 Comments

  1. Excelente artigo. Bem embasado e dotado de magnífico exemplo. Parabéns!!!

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