Prevenção ao Suicídio

suicídio

Dados do Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade sem fins lucrativos que trabalha com voluntários no Brasil há quase 60 anos, nos informam que atualmente a cada 40 minutos, uma pessoa se mata no Brasil e que cada uma destas mortes prematuras impactam, direta e indiretamente, de 6 a 10 pessoas, principalmente familiares. Alarmante.

Dia 10 de setembro colore o mês de amarelo e faz dele um período de reflexão a respeito do suicídio. Seria o dia de prevenção à pessoa que quer chamar a atenção, ou algo assim? Não. Não é o caso. O problema é realmente sério, apesar dos vários mitos que o rondam, alguns, infelizmente, até irônicos: quem quer se matar vai e faz, não fica avisando; isso tudo aí é psicológico, com força de vontade se resolve; faz besteira depois diz que vai se matar para ser a vítima… Enquanto isto, a pessoa que sofre ouve absurdos e é cada vez mais vítima de preconceitos.

O médico Drauzio Varella alerta em seu site que a depressão atinge mais de 350 milhões de pessoas no mundo e que em 2030 será a doença mais incapacitante de todas. Afirma também que o Transtorno Bipolar é a doença que mais causa suicídio. Não há cura, mas há tratamento e o pior inimigo do paciente é o preconceito, que muitas vezes o afasta da medição e da psicoterapia, ambos essenciais e que dão resultado no mínimo a médio prazo.

Muitos outros fatores levam ao suicídio, mas o que ouvimos no CVV é que a pessoa que o comete não vê outra saída, porém o que ela quer realmente é acabar com o problema, e não com ela mesma. Só que muitas vezes não percebe isto, ou não sabe como fazê-lo.

A solução para o caso já considerado pela Organização Mundial de Saúde como sendo um problema de saúde pública, começa assim: falando abertamente sobre ele. Por isto setembro nos veste de amarelo, a cor que nos chama a atenção para termos cuidado com algo. Setembro grita em nossos ouvidos: vamos falar sobre intolerância, desespero, medo, baixa autoestima, doenças, incompreensão, muito preconceito e pouco acolhimento. Setembro nos alerta: vamos aprender a acolher sem julgar, e ajudar por amor inclusive pela vida do outro, que devemos aprender a ouvir e compreender sem cobranças ou acusações.

Vamos abraçar o amarelo de todos os setembros que nos aguardam, na esperança de que os números assustadores diminuam na mesma proporção em que se aumenta a informação e o acolhimento.

Vamos acabar com nosso problema, não com nossa vida.

Vamos acabar com nosso problema, não com nossa vida.

 

 

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